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A poética do resíduo

Efigênia Rolim


Efigênia Rolim é o tema da primeira 1ª mostra-homenagem a artistas do acervo, realizada pelo Museu Oscar Niemeyer, no espaço localizado ao final do túnel, no subsolo. A partir de 3 de setembro, o público poderá visitar a exposição “Efigênia Rolim: A Poética do Resíduo”, que reúne esculturas que pertencem à coleção permanente do MON, como: “Guinea e as Três Marias”, “Vai o Carrinho com Cavaleiros e Anjinhos” e “Xamã (instrumento musical)” e um vídeo sobre a artista.



  • Artista

    Efigênia Rolim

  • Curadoria

    Equipe Curatorial Museu Oscar Niemeyer

  • Abertura

    3 de setembro de 2026, 21h

  • Período em cartaz

    De 4 de setembro de 2026

  • Longa duração

  • Local

    Espaço Homenagem

  • Planeje sua visita

SAIBA MAIS SOBRE A EXPOSIÇÃO

MON realiza sua 1ª mostra-homenagem, que terá como tema a artista Efigênia Rolim

O Museu Oscar Niemeyer (MON) realiza a primeira de uma série de mostras/homenagens a artistas que fazem parte do acervo do MON. O novo espaço, localizado no final do túnel, será inaugurado no dia 3 de setembro, com a exposição “Efigênia Rolim: A Poética do Resíduo”.

A mostra reúne esculturas que pertencem à coleção permanente do MON, como: “Guinea e as Três Marias”, “Vai o Carrinho com Cavaleiros e Anjinhos” e “Xamã (instrumento musical)” e um vídeo sobre a artista.

Nascida em Minas Gerais, em 1931, a artista e contadora de histórias ficou conhecida em Curitiba por ter iniciado suas produções após mudar-se para a capital paranaense, que a acolheu e a incorporou à sua paisagem cotidiana e ao seu cenário artístico. Efigênia Rolim nos deixou em março de 2026.

Sua obra surge de gestos simples e íntimos e de um ritual empírico e persistente de reorganizar o mundo a partir do que foi descartado. Efigênia costumava contar que, quando viu um papel de bala na rua brilhando ao sol, ficou encantada com aquela beleza simples, enxergando no papel infinitas possibilidades de criação.

Ao longo de décadas, a artista construiu uma linguagem singular que transforma resíduos – papéis, plásticos, fragmentos do cotidiano – em composições vibrantes, nas quais cor, ritmo e repetição se tornam formas de resistência e reinvenção.

Longe de qualquer hierarquia entre materiais “nobres” e “ordinários”, Efigênia afirma uma estética da sobrevivência, na qual cada elemento carrega memória, tempo e possibilidade. Seus trabalhos revelam não apenas um apuro formal – visível na organização minuciosa das superfícies –, mas também um princípio ético: a recusa do desperdício como recusa do esquecimento.

Esta mostra-homenagem propõe um encontro com a potência de seu fazer artístico. Ao reunir um conjunto reduzido de obras, a exposição convida o olhar a desacelerar. Cada peça, em sua densidade, expande-se para além de seus limites físicos, sugerindo narrativas que atravessam o cotidiano, a precariedade e a imaginação. Há, em sua produção, uma dimensão quase musical: padrões que se repetem e variam, criando uma cadência própria, ao mesmo tempo rigorosa e intuitiva.

Celebrar Efigênia Rolim é reconhecer uma trajetória que desafia as fronteiras entre arte e vida. Aqui, o que resta se reinventa – e, ao se reinventar, insiste em permanecer.

Materiais da Exposição

Exposição virtual

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Características da exposição

Estímulo físico

Restrição de movimento

Estímulo Sonoro

Local com ruído

Estímulo Sonoro

Som inesperado

Estímulo Sonoro

Local silencioso

Estímulo Visual

Luz oscilante

Estímulo Visual

Luz natural

Estímulo Visual

Luz reduzida

Visite a exposição

Período em cartaz

Até 3 de março de 2027

Local

Espaço Homenagem


MON


Acesso até as 17h30


Venda de ingressos

R$ 36 inteira | R$ 18 meia-entrada
Entrada gratuita toda quarta-feira

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